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Parte VI - 2020 um ano memorável.

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Ter voltado ao serviço internacional foi uma aposta ganha que durou cerca de um ano. Não foi um desfio fácil, mas consegui superar todos os obstáculos e alcançar para lá dos objetivos inicialmente traçados. Admito que nas alturas mais complicadas, e não foram poucas, dava comigo a pensar se teria sido uma boa opção, mas nunca pus a hipótese de desistir encontrando sempre forças e motivação para seguir em frente.  Depois de variadas conversas com o objetivo de avaliar a nossa situação, eu e a minha Mulher decidimos que já tínhamos alcançado e consolidado a estabilidade mínima pretendida sendo a altura de terminar a ultima fase de adaptação e passar a ter um trabalho que não me obrigasse a passar semanas longe da Família. Marquei então uma reunião na empresa com o objetivo de renegociar a minha posição, dando inicio a novas funções por forma a ter mais tempo disponível para dedicar à Família, pondo assim um ponto final nas viagens de serviço internacional. Foi no final de 2019 que fi...

Parte V - De regresso ao internacional.

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Passados os duros meses de adaptação ao meu primeiro Inverno escandinavo, reparei que tal como a minha vida, também a paisagem em meu redor estava em transformação. De dia para dia tudo mudava… A temperatura média voltava a valores positivos, a água voltava a estar em estado líquido, deixando para  traz os valores sistematicamente negativos tradicionais  do rigoroso inverno escandinavo. Os dias continuavam frios, mas apesar de lentamente, as temperaturas estavam a subir! O degelo estava em curso… Além do transporte de mercadorias ao serviço de diferentes transitários em serviço nacional, a empresa que me contratou tinha também uma secção dedicada às mudanças ao nível internacional. Surgiu então uma vaga para motorista numa dessas equipas e fui convidado a preencher essa vaga. Seguiu-se uma longa conversa a limar algumas arestas relacionadas com as novas responsabilidades, e uma negociação que levaria a um significativo reajuste na minha remuneração e nos horários de trab...

Parte IV - Memorias de Inverno.

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Como o tempo passa… Estávamos em Dezembro de 2018 e a temperatura continuava a baixar atingindo assustadores níveis negativos, passando facilmente dos dez graus na zona de Trondheim, podendo baixar dos vinte nas zonas montanhosas. Os desafios que as estradas apresentavam eram cada vez mais exigentes, mas sentia-me confiante e sabia que estava à altura. Bósnia 1996 Recordava com frequência, a minha passagem pelas frias montanhas dos Balcãs, durante a missão NATO que incorporei. Apesar de por cá as temperaturas serem muito exigentes, naquele tempo as condições eram outras, sem limpa neves ou qualquer outra manutenção relacionada com a limpeza das estradas. As condições eram bastante adversas, sobre diferentes pontos de vista. Cada missão era executada com o máximo de operacionalidade possível tentando assegurar o sucesso, muitas vezes tendo que ultrapassar inesperados problemas que nem sempre eram de fácil resolução… Muito por lá aprendi!... Quando tínhamos que sair em missão,...